03 de agosto de 2015- Serra Negra> São Paulo > NYC!

Meu processo durou exatos 1 mês meio do dia em que eu assinei o contrato na agencia e já é hora de cantar "Estou indo embora, a mala já esta la fora..."
Como já era de se esperar minha mãe começou com a brigar comigo uma semana antes, alias, olha.. Que signo complicado: Câncer! Ta triste? Chora, abraça, da escândalo, mas não briga e ignora.
Minha ultima semana aqui e minha mãe praticamente não falou comigo... Foi assim das outras vezes também, a diferença que agora eu sei que esse é o jeito dela de dizer: Não vai! Ontem ela chorou o dia todo e hoje choramos todos. Eu pareço assim livre e desapegada do mundo mas só eu sei o quanto me doí deixar minha família aqui. Ainda mais porque dessa vez eu não consegui ir ver a minha vó lá no Ceara:(. Eu fico mal porque sei que ficar aqui e "me conformar" seria tão mais fácil e menos doloroso pra todo mundo mas desde a primeira vez que eu fui "ver o que tinha do lado de lá" não consegui mais planejar a minha vida nesse lugar que eu carinhosamente chamo de interior do fim do mundo, mais conhecido como Serra Negra.

Deixei todos os meus cachorros dormirem grudados comigo (mejulguem). Fiz um skype com o meu gato russo. Dei uma abraço nasprima e nazamiga! Liguei pra minha vó do Nordeste e prometi que um ano iria passar rápido. Abracei e disse um "até logo" pra minha vó daqui que ficou na janela me dando tchau e despedaçando meu coração em um milhão de pedaços. Ouvi da minha mãe um "Essa é a ultima vez heim!" e um "Deus te proteja" do meu pai. Entrei naquele ônibus sem olhar pra trás e chorei ate São Paulo.

Aqui não tem essa de que com o tempo você se acostuma... Me despedir sempre vai doer do mesmo jeito, alias, eu quase consigo dizer que essa doeu muito mais que a primeira vez, já que naquela época eu nem fazia ideia do que era saudade e hoje eu sei o quanto colo de mãe/pai/vó faz falta naqueles dias que a gente ta na pior ou até mesmo quando só quer chegar em casa e contar sua boa noticia pra alguém que realmente esteja interessado em ouvir o que você tem pra dizer.


Cheguei em SP e encontrei com o meu melhor amigo da vida que me salva todas as vezes e como sempre, me levou no aeroporto! Na entrada já comecei a ver varias pessoinhas de rosa, umas com os olhos inchados de tanto chorar e outras com medo estampado na cara.
Me despedi do Cleber que me prometeu uma visita e aos poucos fui conhecendo as meninas, cada uma com historia diferente e encarando aquele momento de um jeito único, mas na verdade, todas com a mesma vontade de descobrir a América!

Embarcamos no dia 03 de agosto de 2015, as 09:30 da noite. A sorte falhou comigo e dessa vez não foi janela... Ponta da fileira do corredor, do lado de uma menina chamada Natália que esta indo para Meryland. Conversamos um pouco e eu apaguei. Sim, graças ao bom Deus dormi quase o voo todo, definitivamente não sei explicar porque não estou nem um pouco ansiosa para ver NY.




![]() |
| Era assim que eu me imaginava, do jeito que a minha avó ficou ano passado na primeira vez que viu um avião <3 |
A 5 anos atras, eu planejei um milhão de vezes essa cena na minha cabeça. Sabe quando a gente fica imaginando o que vai fazer, a reação que vai ter, o que vai falar? Acreditem, e planejava ate o que iria escrever nesse post e olha só! TUDO DIFERENTE! A 5 anos atras eu provavelmente estaria andando de uma ponta a outra do avião de ansiedade, doida, alucinada por estar indo para NY e com as pernas bambas de ter que falar um "hi" que fosse na imigração! Engraçado isso de ver a vida fugindo do combinado...
Ir pra NY vai ser legal, quer dizer, eu to feliz de estar indo morar nos EUA mas ao mesmo tempo com medo e pedindo muito pra Deus fazer com que eu me apaixone por esse pais tanto quanto eu me apaixonei pelo navio, pra que em nem um momento se quer eu me arrependa da escolha que eu fiz.
Pousamos uma hora antes que o previsto e ouvi o melhor speach ta vida! Um comissario muito muito muito bem humorado que nos fez dar risada pra quebrar a tensão de passar pela tão temida imigração. Pegamos as malas e mofamos na fila apesar da demora, foi a coisa mais tranquila da vida! Acho que quando eles veem aquela mafia rosa brasileira chegando já nem perdem tempo, tudo au pair! Au Pair? Au Pair! Digital, foto, have a nice year!
Acha que acabou?! Ta bom... Foi aí é que começou!
A mulher que nos recebeu era uma senhorinha bem bem bem velhinha segurando uma placa da Au Pair in América. Fez uma chamada rápida e nos jogou um balde de aguá fria quando disse que teríamos que esperar as sul-africanas chegarem e que o voo delas estava atrasado.
Ah, e o balde era com gelo: Perdemos a manha toda sentadas no saguão daquele aeroporto esperando as meninas que chegaram num enorme grupo de 3 loiras que torceram o nariz quando nós, "abrasileiradamente", batemos palma e soltamos um AEEEEEEE.
Pode isso produção? 20 meninas ficar esperando 3?! Isso que com o tempo que levou aquele ônibus iria e voltava pro aeroporto 3 vezes, mas ok.

NY= CALOR. Fala sério, um calor que só por Deus.
Teve menina que a mala já arrebentou na saída do aeroporto: Welcome to the Au pair Life, onde perrengues estão inclusos no contrato:D
Teve menina que a mala já arrebentou na saída do aeroporto: Welcome to the Au pair Life, onde perrengues estão inclusos no contrato:D
Pegamos um ônibus do aeroporto ate TarryTown, a cidadezinha no subúrbio de NYC onde fica o Doubletree Hilton, hotel onde é feito o treinamento.


Então, o treinamento... Ah, calma ai, esse eu conto no próximo capitulo ta bom?!
See ya!



0 comentários:
Postar um comentário